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26 de fev. de 2012
Ufo Files: O Plano dos Seres Cinzas. Repostagem
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2 de dez. de 2011
Passagem de um Deus em 2012?
PASTA: Universo e Astronomia.
Comentário do Francoorp no fim na matéria.
EM VEZ DO FIM DO MUNDO, INSCRIÇÕES MAIAS INDICAM PASSAGEM DE UM DEUS EM 2012
02 de dezembro de 2011
Uma nova interpretação das inscrições maias começa a ganhar força. Em vez de predizer o fim do mundo no ano que vem, na realidade a mensagem do antigo povo faz referência à chegada de um deus. Ao menos, essa é a interpretação dos hieróglifos de Sven Gronemeyer, da Universidade de La Trobe, na Austrália, apresentada no sítio arqueológico de Palenque, no sul do México, nesta quarta-feira.
As interpretações de Gronemeyer são baseadas em uma tábua de pedra, encontrada anos atrás, no sítio arqueológico de Tortuguero, na costa do Golfo do México. Ele disse que a inscrição prevê o retorno do misterioso deus maia Bolon Yokte (deus da criação e da guerra) no final de um período de 13 de 400 anos, conhecido como Baktuns, que equivale ao dia 21 de dezembro de 2012. Os maias consideram sagrado o dia 13. Segundo o pesquisador, não há nada de apocalíptico nesta data.
As interpretações de Gronemeyer são baseadas em uma tábua de pedra, encontrada anos atrás, no sítio arqueológico de Tortuguero, na costa do Golfo do México. Ele disse que a inscrição prevê o retorno do misterioso deus maia Bolon Yokte (deus da criação e da guerra) no final de um período de 13 de 400 anos, conhecido como Baktuns, que equivale ao dia 21 de dezembro de 2012. Os maias consideram sagrado o dia 13. Segundo o pesquisador, não há nada de apocalíptico nesta data.
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28 de out. de 2011
Éris, o Novo Planeta do Sistema Solar.
TEMA: UNIVERSO E ASTRONOMIA.
TEXTO RELEVANTE!
Pesquisadores Publicam a Primeira
Descrição Detalhada do Planeta-Anão Éris
A observação traz pistas sobre a origem do Sistema Solar
Carolina Vicentin Correio Brazilienze Publicação: 28/10/2011 - 08:31 Atualização: 28/10/2011 - 08:36
Uma equipe de 62 pesquisadores, entre os quais alguns brasileiros, revelou esta semana a “cara” de um objeto celeste que está nos confins do Sistema Solar. Éris, planeta-anão a cerca de 15 bilhões de quilômetros da Terra, tem tamanho e massa semelhantes aos do vizinho Plutão. Sua superfície, porém, intrigou os cientistas: ao analisar a luz do Sol refletida, eles concluíram que Éris é branco, algo incomum para corpos tão distantes das estrelas. E esse não é o único mistério que os astrônomos têm para resolver. O planeta-anão é considerado também uma espécie de fóssil da região, e seu estudo pode trazer novos dados sobre a formação do Sistema Solar.
5 de out. de 2011
NOBEL 2011 - Nobel de Física em Teoria Astronômica
MATÉRIA RELEVANTE.
TEMA: UNIVERSO E ASTRONOMIA.
AO FIM DESTA MATÉRIA UM COMENTÁRIO DO FRANCOORP SOBRE O TEMA.
O cientista americano Brian Schmidt, um dos agraciados com o Prêmio Nobel de Física deste ano, afirmou nesta quarta-feira em Canberra que este reconhecimento é uma conquista para o recente desenvolvimento da astronomia.
A Real Academia Sueca de Ciências premiou nesta terça-feira os cientistas americanos Saul Perlmutter, Adam Riess e Brian Schmidt, que de forma paralela chegaram em 1998 à conclusão que o universo se expande cada vez mais rápido.
4 de out. de 2011
Rússia lança satélites Glonass e completa sistema de navegação
MATÉRIA RELEVANTE.
TEMA: UNIVERSO E ASTRONOMIA.
Sistema russo de navegação por satélite perto da cobertura completa do globo terrestre
Satélites russos do sistema de navegação Glonass foram lançados com sucesso na madrugada desta segunda-feira (0h15min no horário de Moscou) do Cosmódromo Militar de Plesetsk, na região de Arkhangelsk. Aleksey Zolotukhin, representante do Ministério da Defesa da Rússia para Assuntos Espaciais, lembrou que o lançamento estava previsto para a madrugada de 2 de outubro, mas foi adiado em função de fortes ventos. “Agora estamos colocando em órbita satélites de dois tipos. O Glonass-M, com vida útil de sete anos, e o Glonass-K, mais moderno, com vida útil de 10 a 12 anos.
Este foi o primeiro lançamento do satélite Glonass-K. Além disso, é a primeira vez que no lançamento de satélites desse sistema de navegação foi utilizado um míssil transportador do modelo Soyuz-2.1b.”
19 de mai. de 2011
EXOPLANETAS: Técnicas Utilizadas nas Descobertas.
AUTOR: FRANCOORP
TIPO: TEXTO
PASTA: Universo e Espaço.(Acima nos Cabeçalhos)Como prometido vou postar uma série de matérias sobre os Planetas Extra-Solares(Mais de 500 Exoplanetas até 2011) descobertos por nossa espécie nos últimos tempos, e começo a postar hoje pelo inicio de tudo, COMO SE DESCOBREM OS PLANETAS EXTRA SOLARES ??? E dou alguns conselhos à leitura também, como abrir as "PALAVRAS LINKS" com tranqüilidade, pois não tem publicidade, mas neles estão contidos links para o aprofundamento do tema, para os leigos como eu é claro, e se tiver alguma duvida ou má compreensão volte sempre a leitura, não é vergonha nem problema algum, é normal para um tema tão complicado!!
Bem, faço esse trabalho por gostar demais de astronomia e quem sabe assim com estas postagens comecemos todos a ver um futuro maravilhoso para a nossa espécie, onde novos mundos são descobertos, e novos caminhos serão abertos para que a humanidade possa chegar la, pois sempre na história da nossa raça a exploração é o limite, quem sabe isso te inspire e motive para começar com o pé direito uma nova visão da vida... espero que sim!!
Vamos la então, iniciamos o ciclo:
1° Técnica Necessária: Lente Gravitacional.
Muito bem, já pra confundir um pouco mais, a primeira técnica que deve ser aplicada para se descobrir os Exoplanetas(Planetas Extra-Solares) não é EXATAMENTE uma técnica de descoberta, mas uma compensação dos efeitos naturais na luz que chega até os nossos telescópios, como sabemos segundo Einstein e de acordo com a sua Teoria da Relatividade Geral, a gravidade muda a geometria do espaço (do espaço-tempo, na verdade) localmente. Ou seja, onde há um campo gravitacional forte, o espaço se curva e a luz segue então uma trajetória igualmente curva no espaço em torno de um objeto massivo.
Assim sendo, a luz das estrelas ou qualquer luz que recebemos aqui na terra sofre uma "distorção" quando passa muito proximo a corpos celestes pesados, a distorção espaço temporal no "Tecido Espacial" é como uma bola de boliche colocada sobre um pano esticado, as bordas do pano continuam onde estão, enquanto que o pano debaixo da bola estica-se e afunda curvando-se para baixo, a curvatura é relativa e diretamente proporcional à massa do corpo celeste segundo a lei da gravitação clássica de Newton, e quando a luz passa por esse "tecido" curvado a sua tragetoria também se curva... demonstração abaixo:
Então se você receber a luz de uma estrela diretamente em seus olhos, Telescopio ou Luneta, não deve-se acreditar que a estrela esteja na posição da luz recebida, mas deve-se calcular a mudança de trajetoria da luz devido à distorção no Espaço-Tempo, e a base de calculo para tal é correspondente à massa do corpo celeste que estava na trajetoria da luz, e todo este fenômeno é chamado de "Lente Gravitacional".
Fig: Uma fonte emissora S que esteja localizada na direção de um corpo supermassivo porém mais distante do que ele, terá sua radiação desviada de um ângulo e parecerá estar posicionada em S'.
No fim das contas, e graças aos super-computadores, hoje os astrônomos conseguem calcular com enorme precisão a origem da luz que recebemos em nossos instrumentos, e a partir daqui iniciar a busca por planetas extra-solares na órbita das estrelas que já tem sua posição original confirmada. SEM fazer as devidas compensações da Lente Gravitacional, poderíamos sobrepor luzes com origens diversas mas que pareceriam iguais, devido ao ângulo destas quando chegam ao mesmo destino(Telescópio), o que impossibilitaria as descobertas e mais importante que isso, o mapeamento estrelar que é a base para as futuras descobertas e estudos, além das viagens espaciais que a nossa espécie deverá realizar se quiser sobreviver pelos próximos bilhões e bilhões de anos.
Para se ter uma idea clara de como seria complicado o mapeamento do universo sem compensar a Lente Gravitacional, veja a imagem abaixo, imagine que estamos recebendo a luz(Imagem) de um planeta como a terra, e então decidimos apontar um hipotético raio laser em sua direção para medir a distância precisa, lembrando que a luz que recebemos hoje não é a luz de hoje, mas de milhares, milhões ou até mesmo bilhões de anos atras, pois a velocidade da luz tem um limite(+/- 300 mil Km/s), e assim a luz de uma estrela que está a 100 mil anos luz de distancia demorou 100 mil anos para chegar até nós, e os corpos celestes podem estar em órbitas diferentes quando mandarmos o laser para o planeta, ou podem ter modificado a sua massa, ou podem nem mais existir, o que não faria com que a nosso Laser sofresse a mesma influencia que sofreu a luz que chegou até nós e formou a imagem em nosso telescópio. Agora imagine que graças ao fenômeno da Lente Gravitacional, a posição real do planeta que vemos em nosso telescópio não seja exatamente atras da imagem em si, mas seja onde está aquele circulo luminoso ao lado direito da imagem... o nosso Laser de metrologia estaria completamente fora do curso não é mesmo?? Erraríamos completamente o objetivo, e seria complicado medir a distancia entre os planetas, e nunca teríamos a medição precisa... por isso é fundamental considerar a Lente Gravitacional antes de mais nada!!
Mesmo assim a lente gravitacional pode sim ser utilizada com um método de descoberta de Exoplanetas, mas muito pouco comprovavel pois serviria um alinhamento preciso para que a luz da estrela batesse no Exoplaneta de forma a causar uma espécie de Flash de luz refletida, e este flash poderia muito bem sugerir que existe um Exoplaneta na órbita da estrela.
Infelizmente este "Alinhamento Perfeito" não voltaria ocorrer em tempo para uma segunda medição, assim foram criados sistemas de alerta para que se algum astrônomo encontre algum Flash enquanto analisa uma Lente Gravitacional esse possa ser analisado por mais astrônomos ao mesmo tempo, e para ajudar nas informações rápidas e em tempo real, a Universidade de Washington criou o Global Microlensing Alert Network (GMAN).
Lembre-se que este método de busca usando a Lente Gravitacional é considerado como "Experimental", pois é basicamente um caso fortuito e não uma forma de analise que pode-se fazer sempre!
2° Técnica: Velocidade Radial via efeito Doppler - o método da "Oscilação".
A principal técnica utilizada por astrônomos para pesquisar e iniciar a procura de planetas extrasolares é um método de detecção indireta baseada em efeito Doppler que é uma medição dupla e em duas posições diferentes nas luzes emanadas das estrelas. Veja figura abaixo:
Este método da oscilação basea-se na idéia de que um planeta que órbita uma estrela proporcionará uma força gravitacional sobre a sua estrela hospedeira, causando pequenas mudanças(Oscilações) na posição original da estrela, que são potencialmente mensuráveis na velocidade radial. Quanto maior a massa do planeta em órbita, maior a gravidade e, portanto, sua maior influencia na mudança de posição da estrela hospedeira.
Se a moção for devidamente alinhada com a Terra, será essa oscilação física da estrela durante o período de órbita do planeta entorno a si, que será diretamente mensurada, observando cuidadosamente as variações no espectro da luz coletada durante um período prolongado de tempo.
O tempo para a coleta destes dados comparativos deve ser de pelo menos um inteiro período de órbita, ou até mesmo duas órbitas, do planeta entorno ao Sol. Observou-se que a mais breve órbita para analise, seria compatível a três dias a da Terra entorno ao Sol, e a mais longa poderia durar varios anos, mas ainda não foi estabelecida, mesmo que algumas estejam sob analise já fazem muitos anos.
O espectro da linha de absorção da luz medido a partir da luz emitida pela estrela hospedeira, tem comprimentos de onda característicos para aquela estrela, e contém luz não absorvida por substâncias químicas presentes em sua atmosfera superior. Se a estrela estiver se movendo fisicamente devido à gravidade de uma massa planetária próxima, a distância entre a estrela e um observador na Terra pode variar. Se a estrela se afastar mais da Terra ao longo da linha de vista do observador, a luz emitida deve percorrer uma distância maior e o aparente aumento do espectro pode ser observado atraves da mudança no cumprimento das ondas de luz.
A luz tornam-se "mais vermelha" no espectro se a oscilação da estrela estiver relacionada à órbita de um planeta que se aproxima da Terra... e isso ao longo da linha de visão do observador. Agora se a luz aumenta as suas freqüências demonstrando uma "diminuição" no comprimento de onda, isso significa que o Planeta está seguindo uma orbita de distância do observador, e a luz torna-se "mais azul" no espectro. Veja a imagem abaixo:
Segundo essa técnica se não houver Oscilação não há planetas em órbita na estrela observada, pelo menos com os equipamentos de medição atuais, pois quando tivermos equipamentos capazes de identificar oscilações mínimas nas rotações das estrelas, talvez consigamos identificar planetas minúsculos, luas ou até mesmo meteoros vagabundos no sistema solar observado... por enquanto nada disso ainda é possível.
E andando avante, supondo que haja apenas um planeta orbitando, ou apenas um planeta com uma massa suficientemente grande para causar a oscilação gravitacional que podemos medir aqui da terra e que são somente observáveis no período orbital do Planeta circundando a estrela, podemos determinar diretamente a velocidade radial da órbita completa do Planeta através do espectro do efeito Doppler, em função do tempo(ou da fase orbital, como na Figura ABAIXO). Com um planeta cobrindo uma órbita elíptica deve aparecer no gráfico uma curva sinusoidal(Sinuosa-Não constante), mapeando assim as órbitas e as velocidades dos planetas descobertos no sistema solar observado... e no exemplo da Figura Abaixo, a órbita completa do Planeta é de 60,8 dias da Terra aproximadamente.
Um exemplo típico dos resultados deste método de medição é apresentado na Figura ABAIXO. A medida Doppler é convertida para uma não-relativística velocidade radial, e plotados em função da fase orbital e da posição da estrela.
Este método foi demonstrada no início de 1998 pelo grupo de Marcy (Professor Geoffrey Marcy da Universidade da Califórnia em Berkeley) com medições de uma massa planetária em torno de 2,1 MJupiter (MJupiter= MASSAS DE JUPITER) orbitando uma estrela anã chamada Gliese 876. Uma característica inesperada que foi identificada neste sistema em particular, e em outros na época, era que alguns desses planetas observados tinham grandes períodos de órbita curta (cerca de 60 dias a da Terra) e ainda possuindo uma órbita muito apertada (0,21 UA) em comparação a Órbita terrestre que possui um raio de 1UA(UA= UNIDADE ASTRONÔMICA- 150. MILHÕES DE KM), o que demonstra que as condições descobertas neste sistema solar da estrela Gliese 876 está em contraste gritante com nosso Sistema Solar, com planetas gigantes em órbitas Elípticas. Esta observação comprovou o que foi de fato previsto nas quatro décadas anteriores como sendo um cenário razoável e verossímil para o comportamento dos planetas em um sistema solar, demonstrando assim que as órbitas em nosso sistema solar não são uma constante no Universo como muitos teorizavam.
Para finalizar este método de descobertas, posto essas ilustrações sobre o Sistema Solar Gliese 876, com demonstrações somente das órbitas dos Exoplanetas B,C e D que a orbitam, mas hoje como demonstrado na segunda imagem temos mais um Exoplaneta orbitando esta estrela descoberto em 2010:
O Planeta Gliese 876-C está na zona habitavel, ou seja, na zona onde não é quente demais para impedir a formação e evolução de vida, e nem frio demais para impedir a vida, onde com certeza existiria agua no estado liquido, caso o planeta tenha agua obviamente... será que tem alguma vida por ali??? Saberemos um dia, mas ainda não é possível saber!
3° Método: Fotometria de Transito - ou Método "Pisca".
A passagem de um objeto celeste que "passa" em frente a outro gera variações na luz emitida pelos corpos, e observando estas mudanças na luz ao longo da linha do observador(nós) podemos sem duvida alguma afirmar que algo existe no ponto que observamos, e serão as analises desta variação da Luz a dizer o que "Existe". Esse método tem sido muito utilizado para a detecção das propriedades de objetos aqui mesmo em nosso sistema solar. Em particular, os anéis de Urano foram descobertos em 1977 por James Elliot através da medição da intensidade de luz de uma estrela distante durante a sua ocultação por Urano.
Além disso, as dimensões exatas dos planetas, luas e asteróides foram medidos durante a ocultação estelar, bem como tivemos informações sobre temperaturas atmosféricas e composição de atmosferas planetárias superiores de alguns corpos aqui mesmo do nosso Sistema Solar.
Este método, utilizado pela equipe de Elliot, mapeou a intensidade da luz de uma estrela específica para saber o que modificava a sua intensidade, já que observando-a, essa parecia mover-se por trás de um planeta devido ao movimento relativo entre a Terra e o planeta.
(Ver Figura Abaixo para os dados que mostram como Elliot identificou os anéis de Urano.)
Tal como a Luz da distante estrela que "passa" ocultada por trás do planeta vizinho observado por nós, a intensidade desta luz da estrela vista cai com os diferentes raios que são absorvidos ou dispersos(Refletidos) pelo planeta. A relação entre a curva de luz medida da estrela com uma massa que transita orbitando o disco estrelar, faz com que a profundidade da imersão dos raios modifique a intensidade da luz, o que corresponde à relação entre a área do planeta para a área da estrela anfitriã, fornecendo uma pista para se estimar o tamanho do planeta.
As primeiras tentativas de utilizar-se a técnica de observação de trânsito foram utilizadas por dois grupos de competidores, compostos por muitos dos maiores caçadores de Exo-Planetas da atualidade, tendo cada Grupo realizado medições foto métricas detalhadas da estrela HD 209458 [6, 7] posicionada a 153 anos-luz da Terra, na constelação de Pégaso.
Com essas observações particulares feitas pelas equipes, foram confirmadas as medições anteriores sobre a mesma estrela utilizando o método de oscilação, estes estudos apresentam a primeira evidência conclusiva de que existem planetas orbitando esta estrela, pelo menos um, e com órbita muito próxima à estrela.
A estrela foi medida durante os tempos de trânsito planetário e deveria-se observar diretamente
as imersões na intensidade da luz durante os períodos de trânsito para verificar se os níveis de intensidade não fossem coerentes, para não ser afetada por influências não planetárias.
Os dados coletados pela equipe Charbonneau estão apresentados na Figura abaixo e ilustra claramente as mudanças de intensidade a partir de um nível básico, separadamente medida como uma função do tempo durante o período de trânsito. Duas observações de trânsito separados são realmente combinadas em um conjunto de dados. A diminuição na intensidade da luz medida foi de meros 1,6% dos níveis básicos, sensibilidade tão alta que, certamente, devem ser necessárias nestes tipos de medições.
O Planeta descoberto por esse método em órbita a estrela HD209458 tem mais ou menos as dimensões de Júpiter e possui uma atmosfera que foi até mesmo medida em níveis básicos segundo a Espectroscopia, em imagens feitas pelo Telescópio Hubble.
A estrela HD 209458, é uma estrela do tipo G como o nosso Sol e possui apenas 1,01 vezes a massa do nosso sol. O planeta HD 209458b, é um dos mais estudados exoplanetas porque ele transita muito próximo da estrela-mãe. Isto permite aos astrónomos utilizar o STIS Hubble (Space Telescope Imaging Spectrograph) para determinar a composição química de sua atmosfera. A Espectroscopia é uma ferramenta poderosa usada pelos astrônomos, esta ferramenta pode nos dizer a composição química, velocidade, e em muitos casos até os processos energéticos que ocasionam-se, como tempestades e furações em um planeta distante. Subtraindo os espectros conhecidos da estrela anfitriã, os astrônomos podem determinar a composição química da atmosfera do Exoplaneta, e vemos isso muito bem representado na imagem abaixo:
4° Técnica: Medição Direta, Geradores de imagens do Hobble.(Fotos)
Até agora, nenhuma imagem direta ou fotográfica de medidas de um Sistema Solar foi amplamente aceita para confirmar a existência de um planeta extrasolar.
Os professores Charbonneau e Vogt desenvolveram um modelo baseados na idéia de quanto a luz das estrelas de um planeta pode refletir por observações diretas. Eles
testaram seu modelo, que são exigidos pressupostos significativos contra observações reais
de uma estrela em particular usando um grande planeta hipotético, RJupiter 1.2, com uma órbita muito apertada de 0,046 UA. Eles não foram capazes de encontrar quaisquer resultados correspondentes com esses dados, mas a tentativa foi um início claro para a elaboração de abordagens possíveis para a observação direta de planetas extrasolares.
O Telescópio Espacial Hubble tem feito suas melhores fotos em vários candidatos inter-planetários. Entre os seus esforços mais recentes, em particular, dos professores Steinn Sigurdsson e o estudante de pós-graduação John Debes da Universidade de Penn State, têm desenvolvido a "Imagem Extensa" nas rotinas científicas de processamento das imagens das observações dos telescópios terrestres e do Hubble de uma anã branca.
Eles fizeram alegações preliminares de eventuais observações diretas do objetos que acompanha as imagens das estrelas, mas elas ainda precisam ser confirmadas, até mesmo pelo próprio grupo do Dr. Sigurdsson, como reais imagens diretas de planetas, e não simplesmente como objetos de fundo.
O Hubble em suas atividades recentes, e usando as analises desta nova técnica, no início de 2005 fez uma foto à infravermelho aproximada(Em Zoom) de um possível objeto companheiro de uma anã marrom à 225 anos-luz de distância (ver Figura Abaixo).
Imagem direta de um potencial objeto companheiro da estrela, poderia ser um Exoplaneta gigante. A luz da anã marrom, 2M1207, foi mascarada pela técnica adicional de processamento da imagem. Ainda não está confirmado que esses objetos são corpos que orbitam juntos.
Crédito da Imagem: NASA e Schneider, HubbleSite na http://www.hubblesite.org.
A observação do grupo utilizando o Observatório Europeu do Sul Very Large Telescope (VLT) no Chile, seguindo a analise com as imagens do Hubble que possuem conceito de alta confiança, e tudo parece indicar que o corpo está realmente em órbita a anã marrom, e seria um planeta gigante pesando no mínimo 5 MJupiter em uma órbita de 53,79 UA de sua estrela. Medições adicionais ainda são necessárias para confirmar que os dois objetos são de fato ligadas gravitacionalmente.
O resultado mais recento do Hubble não é uma imagem direta de exoplaneta, mas uma visão detalhada do extenso padrão de poeira ao redor da cintura de Kuiper na estrela Fomalhaut (HD 216956) ver na imagem abaixo. O centro do cinturão de pó estrelar foi medida em UA 13,4 da estrela, o que sugere fortemente que outros objetos gravitacionais estão a afectar o sistema.
Paul Kalas e seus colegas desenvolveram um modelo teórico com os dados para demonstrar a probabilidade de que massas invisíveis planetárias estão causando as distorções observadas na poeira cósmica, mas ainda não foi provado, e pra dizer a verdade, é muito experimental essa técnica baseada em fotos, e pelo que tudo indica levaremos ainda muito tempo para poder ter dados precisos sobre os Exoplanetas desta forma... se é que teremos um dia!
Imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA, a luz visível do cinturão de poeira orbitando Fomalhaut (HD 216956). A sugestão é que a particular forma do cinturào não pode ser gravitacionalmente esculpidas pela estrela sozinha, mas por massas orbitantes adicionais, o que indicaria a existencia de todo um sistema planetário, somente estes corpos presentes poeriam essas distorções. A imagem foi criada através do bloqueio da luz da estrela, no modo que a
localização da estrela foi artificialmente identificada das imagens tiradas pelo Hubble. Crédito da imagem: NASA e Kalas, via HubbleSite na http://www.hubblesite.org
Bem, creio que por enquanto é so, estes são os métodos atuais utilizados de forma continua, e vemos que o novo telescópio Kepler que usa o método do "Pisca", ou seja, vê que tem algum planeta em órbita pois este distorce a luz da estrela observada, mas com a vantagem de não ter modificações atmosféricas na luz que recebe em suas lentes, está descobrindo muitos novos mundos, e varios deles na zona Habitavel do sistema solar e que poderiam suportar a vida, e ainda até hoje, 68 planetas com o tamanho da Terra nestas zonas... é tudo uma questão de tempo até PROVARMOS que não estamos sozinhos na nossa galáxia e muito menos no Universo!!
BBC - Exoplanet hunt turns up 54 potentially habitable world
E além de que estes métodos estão encontrando até mesmo Planetas Vagabundos, que foram expulsos de suas órbitas... interessante demais né??
Planetas Sem Órbita
Bem pessoal, e para terminar esta postagem que levou grande tempo e pesquisa, deixo um vídeo do fotografo norueguês Terje Sørgjerd que passou uma semana sobre a montanha mais alta da Espanha, El Teide, para captar imagens impressionantes da Via Láctea, e lembre-se que todas as estrelas que vemos a olho nú aqui da Terra são da nossa Galáxia, e imagine agora se somente algumas delas tiver um Exoplaneta em seu sistema solar, coisa que começamos de descobrir é um fato comum, e se somente 1% destes tiver um Planeta na faixa Habitavel, coisa que se demonstra também comum ultimamente, veremos que as possibilidades de vida extra terrestre é muito alta, mas baixa deve ser a de vida inteligente... vamos esperar pra ver se é assim mesmo!!
Valeu e espero que de agora em diante toda vez que olhares para o céu e ver as estrelas, imagine quantos planetas estão la fora esperando serem descobertos e revelados por nós, estamos preparados para o que der e vier?????
Valeu e diga o que achou deste trabalho...
FRANCOORP.
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Bibliografia Internet:
http://www.if.ufrgs.br/~thaisa/bn/distorcao.htm
http://efisica.if.usp.br/moderna/relatividade/intro/
http://pion.sbfisica.org.br/pdc/index.php/por/content/view/full/399/(offset)/20
http://www.if.ufrgs.br/oei/cgu/gravlens.htm
http://youtube.com
http://exoplanet.hanno-rein.de/system.php?id=Gliese+876+c
http://www.ursa.fi/sirius/HD209458/HD209458_eng.html
http://hd-209458-b.co.tv/
http://www.sbig.com/sbwhtmls/contest_winners_Jan.htm
http://adsabs.harvard.edu/full/2003ASPC..294..449C
http://astronomyonline.org/aoblog/AOBlog46.asp
http://www.astro.wisc.edu/~townsend/static.php?ref=diploma-9
http://www.hubblesite.org
http://www.bbc.co.uk/portuguese/
+ Palavras links no texto.
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5 de abr. de 2011
A Águia da Via Láctea !
AUTOR: FRANCOORP.
TIPO: TEXTO.
PASTA: Universo e Espaço. (Acima nos Cabeçalhos) Como todos sabemos as nebulosas são pontos de reunião de gases e poeira cósmica, trazidas por ventos solares, explosões de super novas, cometas, etc. Esta poeira é composta por todas as matérias do Universo, seja Oxigênio, Hidrogênio, Carbono, Urânio, etc, geradas por planetas, estrelas moribundas, colisões Cósmicas; Onde em sua maioria encontra-se em forma de Gás e Pó, de pequenas dimensões, como grãos de areia, ou até mesmo em microscópicas partículas
elementares, ligando-se entre si por força da Gravidade, onde bastam poucos átomos que se unam para gerar uma molécula capaz de gerar uma força gravitacional e atrair assim outros átomos e moléculas, e depois grãos, e pedras, e caminhando assim até formar estrelas gigantescas, Planetas e inteiros sistemas solares !!
Hoje falaremos de uma pequena Nebulosa da nossa Galáxia, que está a 7000 Anos-Luz( 1 ANO/LUZ é a Distância que a luz percorre durante um ano no espaço)ou seja relativamente próxima de nós se considerarmos que a nossa Galáxia, a Via Lactea, possui aproximadamente 100 Mil Anos-Luz.
Então vamos à maravilha do Universo chamada Nebulosa da Águia, Para abrir a imagem abaixo de forma detalhada, já que não consegui posta-la aqui, deve-se abrir o seguinte link: NEBULOSA , Essa Imagem aparecerá peguena no navegador, mas basta colocar o Mouse sobre a imagem e clicar para aumentar as dimensões. Eu aqui posto uma sua versão um pouco menor, de 1000x450, la no link acima terás uma imagem de 3857 X 7804 Px... Enorme e belíssima!!
No dia 25 de Abril de 2005, as 06:00 horas da manhã foram divulgadas ao mundo as imagens espetaculares do telescópio Hubble sobre uma nebulosa, o telescópio foi posicionado em novembro de 2004 em modo a obter uma visão privilegiada da nebulosa da Águia. O Utilizo do Hubble era necessário para ver o que acontece atualmente na Nebulosa, e estão nesta imagem acima representando a inteira nebulosa, mas foi mais facilmente fotografada a parte vermelha na parte baixa da fotografia. Na época o Hubble teve dificuldades em fotografar a nebulosa inteira, as fotos das partes superiores não eram muito boas, problemas de claridade segundo alguns, devido às estrelas que nasciam ao interno da nebulosa, algo que agora (2004) foi possível devido à nova calibragem das óticas, e o resultado nós todos admiramos, Magnífico!!
Veja na imagem abaixo a calibragem das lentes e dos filtros de luz que o Hubble usou em 2004:
As estrelas da Nebulosa da Águia nascem em nuvens de hidrogênio frio que residem nas partes do centro caótico superior, onde a energia de estrelas jovens esculpe paisagens de fantasia e imaginação, mas é tudo verdade, e feito de poeira e gás. A torre pode ser uma incubadora de gigantes estrelas recém-nascidas, pois espaço e material para isso não faltam. Uma torrente de luz ultravioleta de um lado da massa da nebulosa, são vindas das estrelas quentes e jovens (encima da imagem) que estão corroendo o pilar da nebulosa.
A luz estrelar também é responsável por iluminar a superfície áspera da torre. Flâmulas fantasmagóricas podem ser vistas em movimento fora desta superfície mais escura da nebulosa, criando uma neblina em torno da estrutura e realçando sua forma tridimensional. A coluna e a silhueta da nebulosa se realçam contra o brilho de fundo dos gases mais distantes.
ESPETACULAR!!!!
Tudo isso depois que o Hubble conseguiu finalmente realizar o feito de fotografar as partes mais brilhantes da Nebulosa, com as suas novas estrelas... Maravilha!!
Veja abaixo as partes fotografadas em 2004:
Obviamente na edição das imagens de 2004 e 2005 fizeram as coisas se encaixarem muito bem... hehe, a Nasa/ESA possuem ótimos fotógrafos profissionais!
Assim temos esta espetacular imagem completa da Nebulosa da Águia, Surgindo como uma criatura alada dos conto de fadas equilibrada sobre um pedestal(Parte Baixa Piramidal), esse objeto é realmente uma torre com asas semi-abertas de gás frio e poeira subindo de um berçário estelar que chamamos Nebulosa da Águia. A torre que compõem a inteira nebulosa tem a extensão de 9,5 Anos-Luz ou aproximadamente 90 trilhões de quilômetros de altura, cerca do dobro da distância do nosso Sol à estrela mais próxima, Alfa Centauro A+B, que é um sistema Binário possuindo duas estrelas A e B no mesmo sistema solar, mesmo que exista mais uma estrela na zona chamada de Proxima Centauro, a um ano luz de distancia das demais, mas para cálculos vem usada as Alfa Centauro, que estão a 4.3 Anos-Luz do nosso Sol.
A borda da nuvem de hidrogênio escura no topo da torre está resistindo a erosão da formação das estrelas no entorno, mas é claro que está sendo varrida pelo fogo das estrelas. As nuvens de gás hidrogênio e poeira estão sobrevivendo mais do que nos seus arredores, tendo na cara a explosão de luz ultravioleta das jovens estrelas quentes e vizinhas.
Dentro da torre de gases, estrelas podem estar se formando. Algumas dessas estrelas podem estar sendo criadas pelo colapso do gás denso sob a força da gravidade. Outras estrelas podem estar se formando devido à pressão do gás que foi aquecido pelo calor das estrelas vizinhas.
A primeira onda de estrelas pode ter começado a se formar antes do aglomerado de estrelas maciças começarem a irradiar sua luz ardente. O nascimento da estrela pode ter começado quando as regiões mais densas do gás frio dentro da torre começaram a entrar em colapso sob seu próprio peso de aglomeração de gases e partículas para fazer as estrelas.
As colisões e os pilares de material no centro da torre, são exemplos dessas áreas de nascimento estelar. Estas regiões podem parecer pequenas, mas eles são quase das dimensões do nosso sistema solar, com o Novo Planeta Sedna incluso!! As jovens estrelas continuam a crescer pois elas se alimentam da nuvem de gás circundante. Elas param de crescer abruptamente quando a luz quente e o vento solar do aglomerado de estrelas romper o cordão umbilical de material, separando-as do seu fornecimento de gás.
Ironicamente, a intensa luz estrelar do jovem aglomerado pode estar induzindo à formação de estrelas em algumas regiões da torre. Exemplos podem ser vistos nos grandes aglomerados brilhantes e saliências em forma de pilar na parte superior da estrutura. As estrelas podem estar fazendo o aquecimento dos gases no topo da torre e criando uma frente de choque, como se vê pela borda brilhante de material traçado da borda de cima da nebulosa, à esquerda. Como o gás aquecido se expande, ele age como um aríete, empurrando o gás frio mais escuro. A intensa pressão comprime o gás, tornando mais fácil para as estrelas se formarem. Este cenário pode continuar como na frente de choque que se move lentamente para baixo da torre.
Vale lembrar aos amigos que os pontos luminosos pequenos também são estrelas, pois emitem sua própria luz. Certo que olhando assim a claridade das estrelas gigantes e brilhantes, elas parecem somente mais um punhado de pontinhos de luz insignificante...
As cores dominantes na imagem foram produzidas pelos gases energizados pela potente luz ultravioleta do aglomerado de estrelas. A cor azul no topo é a parte do oxigênio brilhando. Os dois pontos vermelhos na região mais baixa é a parte de hidrogênio incandescente. A imagem da Nebulosa da Águia foi tirada em novembro de 2004, e em abril de 2005 foram divulgadas. Tudo realizado com a Advanced Câmera for Surveys, a bordo do NASA / ESA Hubble Space Telescope.
Uma Ultima imagem da Nebulosa da Aguia para o deleite dos senhores amantes do Universo:
Bem, espero que tenham gostado desta postagem... Valeu!!
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26 de jan. de 2011
O Caso Wikileaks sobre o nosso Programa Espacial.
No dia 26 de Janeiro de 2011 veio a luz no Brasil o caso das trapaças estadunidenses para tentar bloquear ou prejudicar o programa espacial brasileiro. Muito se tem dito pela internet sobre o assunto, e vemos que existem ainda brasileiros que defendem esta postura dos USA contra o nosso programa espacial.
Um programa espacial como este é muito importante para o nosso futuro industrial e tecnológico, pois como vemos nos dias de hoje, muitos dos produtos que usamos tem derivação de patentes realizadas por agencias espaciais ou empresas contratadas por essas agencias.
Temos também a questão mais importante ainda relacionada à defesa nacional, onde estes foguetes levam satélites militares brasileiros que podem fotografar o território inimigo e sonda-lo de varias formas, como em radar usado já para os relvamentos no fundo do oceano, ou por Infra-Vermelho que encontra armamentos ou protótipos na escuridão da noite. Os satélites Militares também são aplicados para a descoberta de bases militares secretas, à ameaças de potenciais inimigos diretas ao nosso pais, sem falar das interceptações das comunicações além da transmissão de dados cifrados ou codificados... Mas também podem ser utilizados para guiar misseis de cruzeiro, bombas de precisão e ainda aviões, navios, carros armados até o objetivo.
E tudo isso sem mencionar que os próprios foguetes que colocam os satélites em orbita no espaço podem ser utilizados também como Misseis Balísticos Intercontinentais, transportando ogivas convencionais ou nucleares, além obviamente das Químicas e Biológicas... muito estratégico para o nosso pais o Programa espacial, mesmo que o Brasil seja um assinante do Tratado de Não Proliferação Nuclear e do Tratado dos Misseis de Médio e Longo Raios.
Se o nosso país corresse algum risco iminente em sua soberania, possuindo as tecnologias espaciais teríamos uma chance maior de resposta ao potencial agressor, que poderia até mesmo desistir de seus projetos contra a nossa nação, sabendo que temos a capacidade de utilizar esses meios como forma de defesa, ou seja, o nosso programa espacial seria também utilizado como meio de dissuasão contra potenciais inimigos!
Assim o nosso futuro realmente depende muito dessa aérea, que nos últimos anos foi praticamente abandonada pelos nossos dirigentes, mas que nos últimos anos tem ganhado força em Brasília, chamando muita atenção sobre o que é e ao que serve o nosso programa espacial Brasileiro.
Como resultado dessa atenção que o programa teve em Brasília, a Agencia espacial brasileira e o Governo Lula, procuraram parceiros para um novo programa de lançamento de satélites civis e militares, e o parceiro escolhido foi a Ucrânia, que entrará com seus Foguetes Cyclone-4 e nos com a Base de Lançamento. Para maiores informaçòes a respeito desta colaboraçao e da empresa criada entre os dois paìses visitar o sitio oficial da empresa no link abaixo:
http://www.alcantaracyclonespace.com/index.php?option=com_content&task=view&id=15&Itemid=64&name=empresa&lng=1&style=horiz_flat
Somente para recordar que uma da razoes principais pela qual o Brasil teve que optar por essa parceria com a Ucrânia, foi a tragedia da explosão do nosso protótipo do VLS (Veiculo Lançador de Satélites), onde mais de 20 técnicos, alguns insubstituíveis morreram, atrasando assim o programa de lançamento, mas não o de construção de satélites nacionais que ainda continuam dentro de seus programas.
O foguete Ucraniano tem potencia e capacidades ótimas para os nossos propósitos pacificos, e a nosso Base Espacial de Alcântara possui uma localização excelente de vizinhança à linha do Equador, o que a faz economizar de 30-40% nos custos de lançamento de um foguete, reduzindo assim o custo de colocar um satélite em orbita... a base é uma verdadeira mina de ouro espacial por fazer economizar nos lançamentos espaciais!
Assim, depois desta introdução dos pontos principais do nosso programa espacial vamos à noticia que gerou essa postagem aqui no Blog, ou seja, mais uma tentativa dos USA de bloquearem o nosso desenvolvimento tecnológico espacial, mas desta vez, fazendo pressão sobre os nossos novos parceiros Ucranianos para que se recusem a transferir tecnologias do sistema do foguete espacial Cyclone-4 para o Brasil. Coisa que nem esta prevista no contrato atual, mas poderia muito bem entrar em um novo contrato eventual da Empresa Binacional Alcântara Cyclone Space (ACS ), com a construçao de um novo foguete espacial unido os conhecimentos do VLS com os do Cyclone, e assim os Estadunidenses jogam em antecipação e já dizem que não aceitam a transferência de tecnologias para o nosso pais em nenhum caso, nem agora nem no futuro!
As reportagens são duas distintas e complementares que podem ser acessadas por esteslinks abaixo, eu aqui vou colocar somente os pontos Quentes, das mesmas, mas sugiro a leitura das reportagens abaixo também:
Pois bem, assim vamos ao que interessa...
Ainda que o Senado brasileiro venha a ratificar o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas EUA-Brasil (TSA, na sigla em inglês), o governo dos Estados Unidos não quer que o Brasil tenha um programa próprio de produção de foguetes espaciais.
Os diplomatas americanos disseram, porém, que só poderiam apoiar o foguete ucraniano caso o Brasil assinasse um acordo de salvaguardas tecnológicas com eles. Um acordo assim foi vetado em 2003 pelo Congresso Nacional, que acreditava que ele violaria a soberania do Brasil. As salvaguardas incluíam concessão de áreas sob controle direto e exclusivo dos EUA e licença para inspeções americanas sem prévio aviso ao Brasil.
A restrição dos EUA está registrada claramente em telegrama que o Departamento de Estado enviou à embaixada americana em Brasília, em janeiro de 2009 – revelado agora pelo WikiLeaks
“Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”
Os EUA não permitem o lançamento de satélites americanos desde Alcântara, ou fabricados por outros países mas que contenham componentes americanos, “devido à nossa política, de longa data, de não encorajar o programa de foguetes espaciais do Brasil”, diz outro documento confidencial.
”[O Brasil tem] hipersensibilidade em questões que considera infringirem a sua soberania”, e isso pode ser visto como “sinal de imaturidade política”, dizia. “Muitos brasileiros acreditam que os EUA têm interesses na Amazônia”, exemplificava.
Bem, já vimos os pontos claros do que os Estadunidenses pensam do nosso programa espacial...
E a culpa é nossa pelo nosso programa ainda estar no chão, o nosso programa espacial esta muito atrasado, com anos de descaso e poucos recursos, mas os boicotes estrangeiros também contam, e essa manobra nos bastidores contra o nosso programa espacial também demonstra que os USA não são confiáveis no quesito das transferências de tecnologia e trabalham para sempre deixar-nos atrasados e servis no setor Aero-Espacial e da Defesa em geral. A nossa evolução incomoda os gringos e assim eles agem pelas nossas costas afim de nos prejudicar, e não é somente na questão dos foguetes não, na área da defesa tem muitos embargos, sabotagens e boicotes também!!
O Brasil possuir tecnologia espacial é um problema pra o interesse americano, pois poderíamos ficar independentes, quanto aos franceses, pouco importa, pois os nossos vetores não seriam vendidos no mercado internacional, mas serviriam somente aos nossos propósitos, aos nosso satélites, e no máximo teríamos uns 2-3 lançamentos ao ano... não competiríamos minimamente com os Franceses... mas o problema real é poderiam se transformar em misseis inter-continentais, e assim passaríamos a dizer não à ingerência estrangeira no nosso pais, e os USA seriam os que mais perdem com isso!!
O que demonstra que não devemos confiar nos USA em questão de tecnologia, mas podemos confiar como parceiros comerciais de produtos civis de baixo teor tecnológico... mas em tecnologias sensíveis como espacial, aeronáutica e de defesa em geral não, os USA farão embargos, boicotes e sabotagens nos bastidores diplomáticos, muito claro e cristalino isso, e o FX2 não seria uma vitima isolada caso fosse escolhido o F-18, e essa manobras dos USA para tentar bloquear de qualquer forma o nosso programa espacial demonstra isso mais uma vez!!
Não são problemas ideológicos mas práticos... este caso do foguete colocou diante os olhos de todos que com os USA não teremos nunca tecnologias de ponta ou avançadas no setor aero-espacial??? Isso ai não é ideologia, mas pratica, seria muito arriscado confiar em quem esta sempre trabalhando na suas costas para te impedir de progredir, e tem muito embargos e boicotes “na conta” conosco.
Não passa de masoquismo querer sempre o nosso povo alinhado com os Yankees, pois muitas outras vezes eles nos embargaram ou boicotaram, por que agora seria diferente, nunca sera diferente enquanto eles não ficarem atrasados tecnologicamente, ai sim poderiam mudar e querer transferências... por enquanto parece que todas as vezes que fomos aproveitar as oportunidades que nos deram entramos mau na fita, e fomos enganados por eles!!
Os únicos bons negócios que os USA nos proporiam seriam fora da área de defesa, nesse setor não tem jeito, eles vão embargar, boicotar, sabotar e vetar o nosso acesso às essa tecnologias, poderíamos ficar independentes demais e dizer não pra eles, e isso os incomoda muito!!!
Quem gosta tanto deles, vai pra la pra ver como te tratam com igualdade e justiça em ser imigrante, vai ver a auto determinação dos povos que eles dizem tanto defender... boa viagem!!
Temos as nossas responsabilidades, mas eles também tem, querer isenta-los depois disso tudo que fazem para nos bloquear o acesso a algo por ai, é ser muito contra o Brasil e seus interesses...
Muitos estão justificando a ação deles contra o nosso pais, isso vai muito além de governos e partidos, isso é uma questão fundamental para o desenvolvimento da nossa nação... essa justificação ai de que eles tem razão é o que segundo os senhores, patriotismo??
Patriotismo seria exigir que o nosso país desse mais recursos ao programa, mas isentar nação estrangeira de suas sabotagens, embargos, boicotes, pressões aos nossos parceiros não, isso ai não é patriotismo, nunca foi e nunca sera, isso ai pareceria mais colaboracionismo com o interesse estrangeiro contra o do pais natal, não vejo outra explicação!!!
Fazem politica externa pra proteger seus interesses pelo mundo, e então façamos a nossa politica também, investindo pesado em armas, abandonamos o TNP e o acordo anti-misseis, e dai, Faremos a nossa politica, e a nossa defesa, pois no fim podemos ter milhões de soldados e armas, que sem bomba atômica e outras armas de destruição em massa não podemos nos defender da politica agressiva, invasora e sabotadora que as potencias mundiais fazem pelo mundo, e amanha podem fazer aqui também... eles fazem a politica deles, nos fazemos a nossa!!
Brasil, ame-o ou deixe-o!!
Valeu !!
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