7 de out de 2011

Vidro de silício armazena dados... para sempre!


Crédito: Universidade de Southampton



MATERIA RELEVANTE.
TEMA:  Ciência e Tecnologia.
"Se um dia eu encontrar a eternidade, eu a compartilharei com você”, canta Tim Fite em sua canção, "Forever". Bem, na busca pela superioridade em armazenamento de dados, um grupo de cientistas daUniversdade de Southampton também garante ter encontrado a eternidade e pretende compartilhá-la com você.
Liderada pelo professor Peter Kazansky, do Centro de Pesquisa Optoelétrica da Universidade, a equipe de pesquisa está desenvolvendo um novo tipo de vidro nanoestruturado, capaz de armazenar dados para sempre. O que fatalmente nos faz perguntar: para sempre? Para todo o sempre? Eternamente?





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Para isso, a equipe alterou a forma como a luz atravessa o vidromonolítico, criando dispositivos de tamanho milimétrico denominados conversores de espaço-variante. Além de ser um nome difícil, essas engenhocas, quando impressas no vidro de silício, alteram a polarização da luz laser à medida que atravessa o vidro, emitindo pulsos curtos. Esses pulsos imprimem minúsculos “voxels” 3D (pixels volumétricos) no vidro.
Enquanto o laser “lê” o vidro, os voxels produzem redemoinhos nanoscópicos de luz, que na verdade são fragmentos individuais de dados. Tais fragmentos podem ser escritos, apagados e reescritos na estrutura molecular do vidro.
Os pesquisadores perceberam que este novo método de armazenamento microscópico de dados é 20 vezes mais barato e compacto que os métodos existentes.
 “Antes disso, tínhamos que recorrer a um modulador de luz espacial de cristal líquido, que custa quase 33 mil dólares”, explicou o Professor Peter Kazansky. “Em vez disso, simplesmente inserimos um minúsculo dispositivo no feixe óptico para obter o mesmo resultado”.
A equipe publicou suas descobertas em um ensaio para o periódicoApplied Physics Letters.
“Aumentamos a qualidade e otimizamos o tempo de fabricação, e desenvolvemos essa memória em cinco dimensões, o que significa que os dados podem permanecer armazenados no vidro para sempre”, afirmou o chefe da pesquisa, Martynas Beresna, em um comunicado à imprensadivulgado pela universidade. "Ninguém fez isso antes."


[FONTE: GizMag  VIA Discovery Brasil]


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